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Rádio de pilha está proibido no estádio de futebol em São José. Diretoria da Águia se reúne com a PM

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Rádio de pilha está proibido no estádio de futebol em São José. Diretoria da Águia se reúne com a PM

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Proibição vigora desde a 3ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2. Você concorda com a medida? Deixe sua opinião
Ir ao estádio de futebol com o radinho de pilha é tradição em todos os jogos no Brasil.
Mas para quem vai ao Martins Pereira, em São José dos Campos, a situação é diferente. A novidade é que agora os aparelhos são proibidos nos estádios e ginásios da cidade, objetos como guarda-chuvas e o até então indispensável aparelho.

De acordo com a Polícia Militar, a medida visa a preservação da ordem e a garantia da integridade física e a tranqüilidade dos torcedores. Fica proibido entrar no estádio com garrafas, latas, mastros de metal ou madeira, guarda-chuva ou sombrinha, fogos de artifício, rádios de qualquer tamanho e capacete.

Em entrevista ao Vanguarda TV 1ª Edição na última sexta-feira (22), o capitão da PM, Nilson Silveira explicou. "Existe uma resolução da década de 80 que proíbe a entrada e muito se deve a estrutura física, pois a distância entre os torcedores e o bandeirinha, por exemplo, é pequena. Se uma pilha atingir alguém dentro do campo e causar uma lesão corporal, todos podem ser prejudicados com perda de mandos e interdição do estádio".

No Joaquim de Moraes Filho em Taubaté, e no Dario Rodrigues Leite em Guaratinguetá, a entrada com o aparelho é permitida. Em São José, a proibição causa polêmica. No jogo da semana passada entre São José e União São João, válido pela 3ª rodada do Campeonato Paulista da A2, a PM veio com a regra, e causou confusão na entrada do Martins Pereira.

Alguns torcedores, incorformados, chegaram a rasgar o ingresso na frente do policiamento. Aproximadamente 100 torcedores desistiram de assistir à partida, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 1 mil para os cofres da Águia do Vale.

Polêmica

O advogado Renato Alves de Souza, que há seis anos acompanha os jogos do São José no Martins Pereira, acha a medida absurda. "É anticonstitucional. A Constituição assegura o direito do cidadão em obedecer a lei, e essa medida não está na lei", disse.

Ele entrou com a liminar em causa própria na Vara da Fazenda Pública contra a determinação da PM. Se o juiz acatar o pedido, ele poderá ir ao estádio e acompanhar os jogos pelo rádio. "Estou no aguardo e quero requerer meu direito como cidadão. Vivemos em uma democracia", afirmou.

Já para o radialista Antônio Carmo, a medida é descabida. "Não temos histórico desse tipo no estádio. O que já ocorreu foi atirarem chinelo e tênis no gramado, mas há muito tempo. Isso não acontece mais em São José dos Campos", assegurou.

Ainda segundo ele, uma determinação do ano passado autorizava o uso do radinho de bolso. "Como de um ano para o outro as coisas mudam desse jeito? E só aqui em São José dos Campos?", questiona o radialista.

Carmo enfatiza ainda a prestação de serviço que o rádio oferece e não só a questão da transmissão esportiva. "Em 1997, em um jogo entre São José e Corinthians a energia elétrica do estádio caiu e o comandante da época pediu para que falássemos no rádio que era para a torcida se acalmar, que o problema seria resolvido", disse.

Reunião

Na tarde desta sexta-feira (29), a diretoria do São José e representantes de rádios da cidade, se reunem com o comando da PM afim de solucionar o impasse e conseguir a autorização. "Vamos ao Batalhão para conversarmos e tentar resolver isso", disse o presidente da Águia, Hélio de Souza Fontes.

Segundo Hélio, uma resolução do próprio site da Federação Paulista de Futebol autoriza a entrada do rádio no estádio. Clique aqui e veja a resolução. "Já é tradição o uso do rádio e não prejudica em nada o espetáculo. Nossa torcida nunca causou problemas. Creio que essa reunião vai ser boa", explicou.

Medidas de segurança

No encontro também estará em pauta, as medidas de segurança para o jogo deste sábado contra o Guarani, pela 6ª rodada do Paulista da A2. Na última vez que o Bugre veio ao Martins Pereira, na fase decisiva da A2 em 2007, a torcida de Campinas chegou mais cedo ao estádio. Durante a entrada de torcedores da Águia, houve vandalismo e brigas, por isso, o jogo é considerado de risco, por causa da rivalidade entre as equipes nos últimos anos.

É esperado que a Polícia Militar acompanhe os ônibus de Campinas na entrada da cidade joseense e os leve para o Martins Pereira, e só libere a entrada depois que a torcida de São José estiver no estádio. Um local específico também será preparado para os torcedores do Bugre.

A partida está marcada para às 19h. Os ingressos custam R$ 10 arquibancada, R$ 20 a cadeira lateral e R$ 30 a cadeira central.
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